INFORMAÇÕES DO COLÉGIO

JAPERI, REGIÃO SUDESTE ESTADO DO RIO DE JANEIRO, Brazil
Colégio de Excelência no Ensino Médio e Técnico da Rede Estadual de Educação do Rio de Janeiro. Premiado em relevantes concursos nacionais e internacionais, possui Corpo Docente qualificado nas diferentes áreas do conhecimento. Diretoras: Alcidéa Dutra Petali e Katia Regina dos Santos Cruz. Contato: 21.2670-1211 Japeri-(RJ) E-mail: almtamandare@gmail.com

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PRINCÍPIOS NORTEADORES

O Colégio Estadual Almirante Tamandaré, integrante do sistema público de educação e ensino, funciona pautando-se nos princípios da legalidade, da impessoalidade, da moralidade, da publicidade, da liberdade e da solidariedade, tendo como objetivo difundir e aprimorar o ensino na comunidade onde está inserido, em consonância com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) e em conformidade com as metas, planos e programas do Governo do Estado do Rio de Janeiro.

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quinta-feira, 17 de outubro de 2013

VINICIUS DE MORAES - 100 ANOS DE POESIA



Em 19 de Outubro se comemora 100 anos de nascimento do poeta, jornalista, diplomata e compositor Vinicius de Moraes. O Colégio Estadual Almirante Tamandaré - Japerí(RJ), renova sua homenagem ao grande brasileiro, que muito contribuiu para a valorização da cultura brasileira.

Vinícius de Moraes, nascido Marcus Vinicius de Moraes foi um diplomata, dramaturgo, jornalista, poeta e compositor brasileiro.

Nascimento: 19 de outubro de 1913, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro

Falecimento: 9 de julho de 1980, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro

Obras: A arca de Noé: poemas infantis, Mais

Álbuns: Musicalmente, Os Afro-sambas, Mais

Educação: Universidade Federal do Rio de Janeiro, Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Filhos: Suzana de Moraes, Pedro de Moraes, Luciana de Moraes,Georgiana de Moraes, Maria de Moraes

"É melhor ser alegre que ser triste. Alegria é a melhor coisa que existe. É assim como  a luz no coração."

Vinicius de Moraes (1913/2013)

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

http://www.viniciusdemoraes.com.br/site/

Para àqueles que desejarem saber um pouco mais sobre Vinicius de Moraes, nosso grande poeta, acima segue endereço eletronico onde se encontram músicas, poesias e outras informações.

VINICIUS DE MORAES: SONETO DE FIDELIDADE

Soneto de Fidelidade
De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
             Vinicius de Moraes (1913/2013)

sábado, 28 de setembro de 2013

"Com as lágrimas do tempo e a cal do meu dia eu fiz o cimento da minha poesia."  

Vinicius de Moraes (100 anos de poesia)

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

VINICIUS DE MORAIS (100 ANOS DE POESIA)


"Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!"


domingo, 8 de setembro de 2013

VINICIUS DE MORAIS: A CASA MATERNA


A casa materna

Há, desde a entrada, um sentimento de tempo na casa materna. As grades do portão têm uma velha ferrugem e o trinco se oculta num lugar que só a mão filial conhece. O jardim pequeno parece mais verde e úmido que os demais, com suas palmas, tinhorões e samambaias que a mão filial, fiel a um gesto de infância, desfolha ao longo da haste. 

É sempre quieta a casa materna, mesmo aos domingos, quando as mãos filiais se pousam sobre a mesa farta do almoço, repetindo uma antiga imagem. Há um tradicional silêncio em suas salas e um dorido repouso em suas poltronas. O assoalho encerado, sobre o qual ainda escorrega o fantasma da cachorrinha preta, guarda as mesmas manchas e o mesmo taco solto de outras primaveras. 

As coisas vivem como em prece, nos mesmos lugares onde as situaram as mãos maternas quando eram moças e lisas. Rostos irmãos se olham dos porta-retratos, a se amarem e compreenderem mudamente. O piano fechado, com uma longa tira de flanela sobre as teclas, repete ainda passadas valsas, de quando as mãos maternas careciam sonhar. 

A casa materna é o espelho de outras, em pequenas coisas que o olhar filial admirava ao tempo em que tudo era belo: o licoreiro magro, a bandeja triste, o absurdo bibelô. E tem um corredor à escuta, de cujo teto à noite pende uma luz morta, com negras aberturas para quartos cheios de sombra. Na estante junto à escada há um Tesouro da juventude com o dorso puído de tato e de tempo. Foi ali que o olhar filial primeiro viu a forma gráfica de algo que passaria a ser para ele a forma suprema da beleza: o verso. 

Na escada há o degrau que estala e anuncia aos ouvidos maternos a presença dos passos filiais. Pois a casa materna se divide em dois mundos: o térreo, onde se processa a vida presente, e o de cima, onde vive a memória. Embaixo há sempre coisas fabulosas na geladeira e no armário da copa: roquefort amassado, ovos frescos, mangas-espadas, untuosas compotas, bolos de chocolate, biscoitos de araruta - pois não há lugar mais propício do que a casa materna para uma boa ceia noturna. E porque é uma casa velha, há sempre uma barata que aparece e é morta com uma repugnância que vem de longe. Em cima ficam os guardados antigos, os livros que lembram a infância, o pequeno oratório em frente ao qual ninguém, a não ser a figura materna sabe por que, queima às vezes uma vela votiva. E a cama onde a figura paterna repousava de sua agitação diurna. Hoje, vazia. 

A imagem paterna persiste no interior da casa materna. Seu violão dorme encostado junto à vitrola. Seu corpo como que se marca ainda na velha poltrona da sala e como que se pode ouvir ainda o brando ronco de sua sesta dominical. Ausente para sempre da casa materna, a figura paterna parece mergulhá-la docemente na eternidade, enquanto as mãos maternas se fazem mais lentas e as mãos filiais mais unidas em torno à grande mesa, onde já agora vibram também vozes infantis.

Vinicius de Morais (1913-21013)

VINICIUS DE MORAIS: 100 ANOS DE POESIA (1913/2013)



"A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida."

Vinícius de Moraes